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Espaços na Era Digital

Atualizado: 16 de jul. de 2023

As tecnologias estão constantemente mudando a relação entre os seres humanos e os espaços. A maioria das gerações nasceu em um mundo físico, dependente de superfícies táteis, com documentos e contratos, e estamos testemunhando uma desmaterialização gradual à medida que nos envolvemos cada vez mais no ambiente digital. A primeira desmaterialização ocorreu com a transição desses documentos para interfaces digitais, ainda restritos a telas bidimensionais. Essa transformação trouxe maior praticidade e acessibilidade de informações, além de alterar muitas dinâmicas de trabalho.

Atualmente, estamos ingressando em uma nova fase centrada nas experiências de realidade mista, que combinam as esferas físicas e digitais. O lançamento do Apple Vision Pro, um óculos de realidade mista, exemplifica essa tendência recente. Com essa nova tecnologia, a realidade física e a digital se entrelaçam, criando possibilidades imersivas e interativas, libertando-nos das restrições de uma tela.



Conforme a realidade se expande para territórios cada vez mais simbólicos, é fundamental estarmos atentos. A velocidade das mudanças tecnológicas ocorre em um ritmo acelerado e está transformando radicalmente a forma como vivemos. Nesse cenário é essencial não somente a adaptação de novos habilidades humanas, como também dos espaços físicos. É através deles que experienciamos o mundo.


Um aspecto importante dessa transformação diz respeito ao rompimento da barreira física entre os espaços públicos e privados. Por exemplo, quando temos conversas íntimas em nossos celulares enquanto estamos em ambientes públicos, temos a sensação de estar em um casulo, desconectados do ambiente físico ao nosso redor. Ao mesmo tempo, janelas para o mundo público se abrem em nossos espaços mais íntimos, como nossos quartos, permitindo que estejamos conectados e nos comunicando com pessoas de todo o mundo. No passado, os espaços físicos determinavam as fronteiras entre o público e o privado, mas isso mudou devido às tecnologias digitais, e essa desconexão levanta questões sobre novas compreensões nas dinâmicas do espaço.



As transformações tecnológicas estão remodelando nossas interações com o ambiente, exigindo que nossos espaços sejam flexíveis e se adaptem a essas mudanças. O equilíbrio entre as facilidades proporcionadas pelas novas tecnologias e a preservação de elementos físicos, sensoriais e sociais é essencial. Devemos garantir que nossos espaços não percam sua essência humana, mas sejam enriquecidos com as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias, tornando-se ambientes que promovam experiências significativas e conexões humanas, ao mesmo tempo em que se ajustam às dinâmicas emergentes.

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